Autores: ANDRADE, A. I., ARAUJO e Sá, M. H., MOREIRA., G. & SÁ., C.

Título de la Contribución: Intercompreensão e formação de professores: percursos de desenvolvimento do projecto ILTE

Año: 2008

Coordinadores: Capucho, F., Martins, A., Degache, C. & Tost, M.

Ciudad: Lisboa

Editorial: Universidade Católica Editora

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Páginas: 21-37

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Palabras Clave: Noção de Intercompreensão, Conhecimento profissional, Didáctica da Intercompreensão, Formação de professores

Resumen:
Neste texto, reflecte-se sobre as potencialidades formativas e educativas da noção de intercompreensão. Numa primeira parte, apresenta-se o conceito e a sua evolução nos últimos anos, para em seguida se apresentar os módulos de formação do projecto ILTE (equipa portuguesa) (sensibilização à diversidade linguística, à comunicação intercultural, à reflexão metalinguística e ao tratamento das estratégias de compreensão e de leitura). Estes são descritos nos seus diferentes actos e cenas (actividades de formação) São identificadas três grandes dimensões da formação dos professores de línguas, mobilizadas pelo conceito de intercompreensão: uma dimensão ideológica e política que coloca o desafio de educar para a valorização de todas as línguas e culturas, no sentido de alargar as possibilidades de participação social dos sujeitos; uma dimensão metodológica que aponta para estratégias e abordagens capazes de mobilizar os repertórios linguístico-comunicativos dos aprendentes. Numa segunda parte, apresentam-se os resultados obtidos com professores em formação, no ano lectivo de 2004/2005, analisando os relatórios escritos e os depoimentos orais de uma “viagem guiada” (locais, objectos identificados, interrogações colocadas e ganhos conquistados) pelo site ILTE em grupos de 2 elementos, tentando compreender como é que os formandos integram o conceito de intercompreensão no seu repertório didáctico. A análise dos dados recolhidos evidencia a compreensão do conceito na sua complexidade e uma disponibilidade para o utilizar em contextos reais de forma a educar para a diversidade linguística e cultural. Numa terceira e última parte, analisam-se as potencialidades do conceito, identificando aspectos a ter em conta em novos programas de formação para e sobre a intercompreensão: abordagem complexa e diversificada, evidenciando as relações entre línguas, sujeitos e contextos sociais; consideração da identidade linguístico-profissional dos professores em formação; investigação colaborativa com os professores sobre as suas abordagens e potencialidades didácticas.